Atibaia registra média de mais de 2 casos de estelionato por dia

Somente entre 01 e 15 de abril foram 36 registros na delegacia de Atibaia, o que acende alerta para cuidados com esse tipo de crime.

 

 

O Atibaiense – Da redação

Atibaia registrou, nos primeiros 15 dias de abril, 36 boletins de ocorrência de estelionato. Os golpes são os mais variados, mas todos têm algo em comum: o prejuízo financeiro das vítimas. Em meses anteriores a média não foi muito diferente. As autoridades alertam para cuidados que devem ser tomados.
Os golpes são os mais variados. Há os pedidos de Pix ou pagamento de boletos pelo WhatsApp, com os estelionatários copiando fotos e se passando por parentes ou amigos das vítimas. Há as ligações telefônicas como se fossem de centrais dos bancos, perguntando se a vítima reconhece compra em cartão de crédito ou alteração cadastral. Quando a vítima diz que não reconhece, começa o golpe, com pedidos de dados cadastrais que permitirão acesso às contas bancárias e aos cartões.
Há o falso entregador, que na hora de passar o valor na máquina de cartão, coloca valor maior. Nos caixas eletrônicos também são aplicados golpes com estelionatários oferecendo ajuda como se também fossem clientes e convencendo a vítima a ligar em falsa central de atendimento. Vendas de carros ou outros bens online também fazem parte da lista, assim como o Pix “errado”, quando golpistas fazem um Pix para a conta da vítima, entram em contato pedindo para devolver porque enviou para pessoa errada, mas antes da vítima devolver, fazem o estorno do valor e a vítima acaba entregando dinheiro da própria conta achando que estava devolvendo.
A criatividade dos bandidos é grande e os cuidados também precisam ser redobrados. Em um dos casos registrados em Atibaia em abril o prejuízo foi de R$ 69 mil.
De acordo com o B.O., no dia 9, ao negociar uma peça automotiva, que estava anunciada em um site, a vítima foidirecionada para um contado no aplicativo WhatsApp, por onde recebeu os dados bancáriospara efetuar o pagamento da referida peça. Sem desconfiar, o homem transferiu o valor de R$ 187,24 para a chave Pixinformada. Posteriormente, recebeu uma mensagem pelo WhatsApp, passando-se pelatransportador, ocasião em que foi orientado a fazer uma transferência de R$ 2,00para outra chave Pix.Em seguida, realizaram uma vídeochamada e informaram um linkpara instalar o aplicativo da transportadora. Após finalizar ocontato, desconfiando de toda essa transação, o homem decidiu ir até sua agência bancária e, após conferir o extrato, constatou que foram debitados R$ 30.000,00 de sua conta, sem sua anuência. Dadas essas circunstâncias, foi feita a devida contestação bancária.
No dia 13, a vítima procurou novamente a delegacia para informar que foi feita mais uma transferência via Pixno valor de R$ 29.000,00, totalizando um valor de R$ 69.000,00 retirados da conta.
As estatísticas sobre estelionato no Estado de São Paulo são alarmantes. Um estudo inédito da Fundação Seade, realizado em 2025, aponta que 88% dos moradores do estado, o equivalente a cerca de 30 milhões de pessoas, já foram alvo de tentativas de golpe por meios digitais.  O levantamento revela que 40% da população afirmou já ter feito compras em lojas virtuais que simplesmente não existiam, um dos golpes mais comuns da atualidade. Além disso, 24% disseram ter sido vítimas de fraude ou clonagem de cartão bancário nos últimos 12 meses, enquanto mais de um terço dos entrevistados declarou ter perdido dinheiro com golpes digitais e não conseguiu recuperar o valor.
As investidas ocorrem sobretudo por meio de mensagens, chamadas telefônicas ou e-mails, além de pedidos de dados pessoais, ofertas falsas, perfis em redes sociais e solicitações de transferência via Pix.