Evento no Jardim dos Pinheiros celebrou vida e obra de Renata Pallottini

Praça que margeia o lago do Jardim dos Pinheiros agora leva o nome da importante dramaturga, ensaísta, poeta, professora e tradutora brasileira.

A praça que margeia o lago do Jardim dos Pinheiros, em Atibaia, recebe agora o nome de Renata Pallottini, importante dramaturga, ensaísta, poeta, professora e tradutora brasileira, que morou mais de quatro décadas em frente ao referido lago e que lutou no Ministério Público para que ele existisse quando foi assoreado. Para celebrar a nova denominação, o Sarau da Jandyra comandou um tributo a Renata Pallottini no último sábado (12). O evento fez parte da programação especial do Mês da Mulher preparada pela Prefeitura de Atibaia.

 

 

A partir das 16h, o público acompanhou a apresentação de diferentes faixas etárias, gêneros, e artistas do teatro e da poesia como Dulce Muniz (Teatro Studio Heleny Guariba-SP), Teatro do Osso (SP), José Rubens Siqueira, e jandyras como: Mariana Farcetta (artes visuais), Wânia Karólis (Mel – Movimento Escola Literária), Juliana Gobbe (Coletivo Literário Kalúnia), Kelly Orasi (ContoATI), Kandyê Medina (artista da dança), e poemas visuais de Ana André, Katcherê Medina e Cris Silveira (que fez um barco com sementes e poesias de Renata, que navegou nas águas do lago).

Isadora Títto, idealizadora do Sarau, ressaltou a importância de olhar para a obra das mulheres nas diferentes linguagens artísticas, no teatro, poesia, na música, missão do Sarau da Jandyra, e que é um marco para as artes e para os movimentos LGBTQIA+ da cidade.

Como fechamento do evento foi exibido o documentário de Pedro Vieira, intitulado Renata Pallottini, amor, poesia e anarquia.

A Lei nº 4.819-2021, que conferiu à praça localizada no lago do Jardim dos Pinheiros o nome de Renata Pallottini, é de autoria do vereador Marcos Pinto de Oliveira (Marcão do Itapetinga) e foi aprovada em 18 de novembro de 2021.

 

Sobre Renata Pallottini

Renata Pallottini, que faleceu em julho de 2021, realizou incansável trabalho ao longo dos seus 90 anos de vida. No teatro seu trabalho é tão extenso quanto significativo. Escreveu e produziu trabalhos para a televisão, como “Vila Sésamo”, “Malu Mulher” e “Joana”. Publicou livros de poesia, prosa, teatro e ensaios.

Integrante da Academia Paulista de Letras, ganhou prêmios como o Prêmio Governador de Estado para Teatro e o Moliére, de Teatro, em 1965; o Prêmio Anchieta de Teatro em 1969; a Medalha do Mérito da Câmara Municipal de São Paulo, em 1971; o Prêmio Jabuti de Poesia em 1966, o Prêmio Cecilia Meirelles de Poesia, em 1997, entre outros.