Como se preparar para reuniões e conversas difíceis?

Luiz Gonzaga Neto

Não existe uma receita única e infalível, mas você pode se preparar para reuniões e conversas difíceis, seja no trabalho, na família ou entre amigos ou conhecidos. Um primeiro conselho é “não agir por impulso, mas também não se omitir”, diz o amigo Edu Farah, professor do instituto Florescentia. Encontrar esse equilíbrio na vida, nas compreensões que sustentam nossas decisões, é um dos maiores aprendizados no desenvolvimento humano e profissional.
Mas isso não acontece do nada, não nascemos com essa aptidão. Na escola do autoconhecimento, aprendemos que é preciso desenvolver a prática da atenção, o que exige autoavaliação regular, o que demanda investigação sincera sobre a origem de nossas interpretações, crenças e reações. Nestes dois últimos anos, venho trabalhando sob esse enfoque, graças à pós-graduação Cultura do Propósito e Liderança Regenerativa, do Florescentia (interessados podem procurar a página no LinkedIn). O comportamento é apenas a ponta visível.
Nossos professores ensinam que o “problema”, desafio ou saída está na forma como compreendemos as situações. Quando desenvolvemos a capacidade de observar sem julgamentos prévios, conseguimos ajustar rotas, reconhecer equívocos, revisar entendimentos e agir com mais lucidez. Lembremos que agir sem reatividade não é ser passivo, mas preciso e cirúrgico no momento e na medida de cada situação. E isso muda completamente a qualidade das decisões e, por consequência, a forma como vivemos cada acontecimento no dia a dia.
Outro professor de autoconhecimento é Fernando Belatto, da Arte Marcial do Viver, que também tem conselhos a apresentar. Na leitura do livro Um Novo Mundo, de Eckhart Tolle, falamos sobre como o ego se alimenta da reclamação e daquela necessidade viciante de sempre ter razão. “A nossa Mente de Macaco adora nos tirar do presente para nos prender em mágoas e lixos do passado. É um importante alerta para quem quer atravessar com suavidade, harmonia interna e presença, reuniões e conversas difíceis”.