Encontro entre ciência e espiritualidade vai revolucionar o mundo

Numa conversa recente sobre política, em que os extremismos ideológicos marcaram presença, recorri ao argumento que está no título: ciência e espiritualidade têm pontos em comum e podem revolucionar o mundo no caso de um encontro, de uma fusão de interesses e objetos de pesquisa. O ponto não seria esquerda ou direita com seus supostos “salvadores da pátria” (que Deus nos livre para sempre!). Seria a integração de saberes, a fusão entre consciente e inconsciente, a recepção do legado cósmico se quisermos pensar além do céu visível, em pleno firmamento.
A Inteligência Artificial já aponta que ciência e espiritualidade estão cada vez mais convergindo. Enquanto a ciência investiga o funcionamento do universo de forma objetiva, a espiritualidade explora o propósito e a experiência transcendental. Hoje, a pesquisa acadêmica avalia como a fé e a transcendência impactam a saúde mental, o bem-estar e até a genética humana. Há um universo de interconexões em que o observador afeta a realidade, quebrando barreiras entre a matéria e o pensamento.
Pesquisas em centros de excelência, como as conduzidas na USP, analisam a genética da mediunidade e o impacto da oração e da meditação na neuroplasticidade cerebral. O estudo científico das “experiências anômalas” e de “quase morte” busca compreender a consciência para além do cérebro, integrando o mistério à evidência racional. A ciência fornece o conhecimento sobre a materialidade e a espiritualidade provê o significado e a ética sobre como nos conectamos uns aos outros e ao cosmos.
Recentemente, li sobre o Prêmio Templeton, considerado uma espécie de Nobel do diálogo entre ciência e espiritualidade. É uma prestigiada honraria global que homenageia estudiosos do conhecimento científico por explorar as questões mais profundas do universo e da existência. Criado em 1972 pelo filantropo Sir John Templeton, disponibiliza premiação em dinheiro que supera o valor do Nobel. Nessa mesma linha, o famoso cientista Marcelo Gleiser defende que a ciência, a filosofia e a espiritualidade são formas complementares da busca humana em compreender a nossa origem e o mistério do cosmos. Não é pouca coisa, gente!