Governo Daniel Martini tem grande projeto de recapeamento das principais vias da cidade
“O programa de recape já tem cerca de R$ 20 milhões garantidos e está em andamento, com ampliação prevista a partir de 2027. Além disso, uma das principais reclamações da população hoje em Atibaia tem sido relacionada aos serviços de zeladoria, e será resolvido,” disse o prefeito.
O Atibaiense – Da Redação
Em entrevista exclusiva ao jornal O Atibaiense na quinta-feira, dia 30, o prefeito Daniel Martini falou dos programas em andamento na cidade e dos projetos futuros, como o de recapeamento asfáltico nos principais bairros e vias. O trabalho já começou e está sendo ampliado com verbas oriundas de emendas parlamentares e repasses do Estado. Para 2027, deve ganhar ainda mais volume.
“O tapa-buracos é a medida paliativa, não tem como ficar o buraco aberto, mas estamos trabalhando para fazer o recapeamento. Vamos fazer o recape, por exemplo, da Av. Maristela, verba que veio por emenda do deputado Xerife do Consumidor de R$ 600 mil. Mas no dia que fomos lá fazer o anúncio, havia buracos na Avenida Maristela que não tinham como os carros desviarem mais. Mesmo com o recapeamento previsto para próximo mês, tem que resolver de imediato com o tapa-buraco. E foi resolvido no mesmo dia”, explica Daniel.
O prefeito afirma ser necessário planejamento para um projeto mais amplo de recapeamento pois a obra é cara. “Já estamos com recape previsto da Avenida Maristela, em um trecho da Avenida Santana, principalmente na região do Pouso de Asa Delta. Essa emenda é do Edmir Chedid de quando era deputado. Temos pouco mais de R$ 1,8 milhão dessa emenda do Edmir para colocar em recape na cidade. Na Rua Antônio da Cunha Leite, no bairro do Portão, verba do Edmir Chedid também, fizemos recape de trechos que não dava mais para fazer tapa-buracos. Esse ano, o governo estadual liberou R$ 5 milhões para fazermos recapeamento. Fui ao Palácio do Governo falar com o governador Tarcísio de Freitas e pedi mais dinheiro. Eles liberaram mais R$ 10 milhões. Temos ao todo R$ 17,4 milhões para já conseguir organizar recape na cidade a partir do fim do ano. Ainda é pouco, mas vamos pedir para deputados as emendas e também recursos para Governo do Estado. E vamos ter que fazer também financiamento para isso, não tem como”, destaca o prefeito.
“Além disso, temos mais R$ 2,5 milhões de emenda do deputado Saulo Pedroso, que ele enviou ainda no governo passado, do Emil Ono, e que tivemos que fazer grande esforço para não perder esse recurso. Conseguimos salvar e vamos recapear trecho da Av. Flavio Pires de Camargo, no Caetetuba”, completa.
O prefeito conta que, graças ao trabalho árduo da equipe, Atibaia atingiu nota A+ no Capag, que é um índice do Tesouro Nacional de capacidade de pagamento dos municípios. Quanto maior a nota, significa que mais confiável é o município na hora de negociar um financiamento público e que as finanças estão saudáveis. “Assumimos no começo do ano passado com Atibaia na nota B. Com o trabalho do Planejamento e Finanças, Roberto Rolli, que me ajudou muito na organização financeira, temos nota A+ no Capag. O tratamento dos órgãos financiadores muda e consigo buscar o menor custo para o financiamento. Vamos precisar captar e vamos fazer um grande programa de recape na cidade”.
TUBULAÇÃO
O prefeito ressalta que não quer fazer apenas o recapeamento, mas também a troca de tubulação muito antiga, que causa problemas de vazamentos constantes, exigindo abertura de buracos no asfalto para reparos. “Gostaria de poder me organizar para não fazer apenas o recape. No Alvinópolis, por exemplo, a tubulação da SAAE é muito antiga.
Só do rolo compactador passar, treme tudo. Não é à toa que fazemos o recape e no dia seguinte a SAAE está rasgando o asfalto novo para arrumar tubulação. Tem que se programar para trocar a tubulação antes de fazer recape. Tem bairros mais novos que não precisa substituir os tubos. Os mais antigos, o ideal é já deixar a tubulação pronta e com saída para novas ligações na calçada de cada terreno. O que acontece também é fazer recape, o proprietário quer começar a construir e tem que solicitar a ligação de água e esgoto. Aí temos que abrir buracos para fazer a ligação. Tem que deixar tudo na calçada, tudo pronto. Terei que fazer o planejamento. No Alvinópolis, vamos esperar esfarelar o asfalto para conseguir trocar os canos? Ou já faz recape e depois pede para a SAAE ter cuidado ao abrir buracos para arrumar tubulação que estourou? Em algum momento teremos que tomar essa decisão difícil”, diz Daniel.
O prefeito conta que tem feito grande esforço para trocar a tubulação nos bairros mais antigos antes e que a Prefeitura já está fazendo o mapeamento dos locais que este serviço será necessário.
“HERDAMOS GRANDE PASSIVO DE SERVIÇOS DE ZELADORIA QUE ESTAMOS COLOCANDO EM ORDEM”
Uma das principais reclamações da população hoje em Atibaia tem sido relacionada aos serviços de zeladoria. O prefeito Daniel Martini explica, que assumiu o governo após um decreto de calamidade pública, assinado em setembro de 2024, no governo passado. Com isso, muitos serviços foram reduzidos, como a manutenção da cidade, ficando uma série de trabalhos sem fazer, entre eles, corte de mato, tapa-buracos, poda de árvores, limpeza de praças e áreas públicas etc.
“Estamos com praticamente 1 ano e meio de governo e avançamos muito com relação à situação que encontramos a cidade. Exercício importante é dizer de onde saímos, onde estamos e onde queremos chegar. A prefeitura à época pediu para funcionários trabalharem em home office para economia de energia elétrica. Foram cortados horários de atendimento nos ginásios de esportes à noite para economizar energia, tamanho era o estrago que encontramos. Não estou fazendo crítica pessoal, é fato público, teve o decreto. Além da economia de energia, fizeram diversos cortes em contratos, como de manutenção de vias, zeladoria, poda, corte de mato, para fechar as contas. Se você corta a quantidade de serviço feito, vai acumular. É o que chamo de passivo. Esse passivo nós ainda estamos lutando contra. Em 1 ano e meio não deu para resolver. Temos orçamento para um determinado período. Se você tem o serviço já programado para ser feito, mais o passivo, como diminuir? É uma dificuldade muito grande”, explica.
Daniel avalia que passivo financeiro criado fez com que sua gestão precisasse resolver a questão financeira e de serviços, especialmente a zeladoria. “De setembro a dezembro de 2024 houve redução drástica dos serviços e gerou mato e buraco, por maior que fosse o trabalho, quando entramos em janeiro de 2025, não deu para zerar. Temos as demandas mensais que são naturais. Além do passivo, ainda tivemos eventos naturais que não podemos evitar, um final de fevereiro e um mês de março com chuvas acima da média. O pavimento já estava vulnerável, é muito antigo, isso facilitou a abertura de buracos”, conta.
O trabalho tem sido intensificado, especialmente de tapa-buracos. Em junho, foram 694 buracos tapados, com 4.370 metros quadrados executados. Em julho, subiu para 2.117, representando 5.585 metros quadrados. “É muito trabalho, mas mesmo assim ainda falta muito a fazer e garanto, nenhum bairro será deixado pra trás,” finalizou o prefeito Daniel Martini.
CONTINUA.


