Atibaia ganha mais de 1.500 veículos em apenas quatro meses e frota aumenta

Com o número de veículos chegando perto dos 150 mil, cidade precisa de obras estruturais de mobilidade que absorvam o crescimento.

 

 

O Atibaiense – Da redação

A frota de veículos de Atibaia chegou a 148.045 em abril, um crescimento de 1.531 unidades desde janeiro. O crescimento acelerado já é visto diariamente nas ruas, com lentidão e congestionamentos nos horários de pico. Com os números próximos dos 150 mil, é necessário pensar em obras estruturais para a mobilidade.
Somente entre março e abril, o total de carros aumentou em 606 unidades e 382 novas motos passaram a circular pelas ruas da cidade.
O crescimento da frota de veículos tem sido constante e começou 2026 em alta. Entre janeiro e abril já somou mais de 1.500 veículos às ruas da cidade. Em abril, o total de carros chegou a 80.918, o de motos, 29.099, de motonetas soma 5.442 unidades, de caminhonetes 11.110 veículos e de camionetas, 7.970. Esses são os que mais crescem. É preciso ainda considerar ônibus, microônibus, caminhões, utilitários, ciclomotores, tratores, reboques, semirreboques etc.
Com o aumento da frota, há reflexos positivos para o município, como maior arrecadação de IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). Até abril de 2026 já foram repassados mais de R$ 55,7 milhões para Atibaia. Uma frota mais nova também reflete em menos poluição do ar.
Outro ponto positivo é que, esse aumento no total de veículos demonstra que a economia da cidade vai bem, com a população com poder de compra.
O lado negativo é na mobilidade urbana. As ruas e avenidas já não comportam o aumento do fluxo, especialmente na região central e bairros mais antigos, que não foram projetados para receber tantos veículos.
Nos momentos de pico, já há trechos da cidade que ficam complicados, com lentidão e até congestionamentos. São comuns os problemas em trechos como Centro, rotatória da Avenida São João com a Jerônimo de Camargo; trecho da Alameda Lucas desde o Centro de Convenções Victor Brecheret até o fim do Boulevard Takao Ono; pontos da Alameda Lucas; trecho da Rua Alfredo André; trecho da Av. Flávio Pires de Camargo, no Caetetuba; trechos de ruas e avenidas no Jardim das Cerejeiras e Jardim Imperial também enfrentam lentidão.
Com o crescimento da cidade, até mesmo trechos das rodovias Fernão Dias e Dom Pedro I registram lentidão e escancaram problemas antigos. Um deles na saída da Av. Jerônimo de Camargo para o bairro Guaxinduva e para a rodovia Dom Pedro I. Ali, tudo para nos horários de maior movimento.
O deputado federal Saulo Pedroso está tentando, junto ao Governo do Estado, uma solução. Em abril, Saulo recebeu o secretário de Estado de Parcerias em Investimentos, Rafael Benigni, para visitar o local e definir a contratação do projeto executivo.
Outra obra necessária é a de transposição da Rodovia Fernão Dias, ligando a região do Jardim Imperial e Jardim Cerejeiras à região do Alvinópolis. O prefeito Daniel Martini manteve contatos com o governo federal e conseguiu que a obra fizesse parte da nova concessão, definida em abril deste ano.
Outros projetos constam no Plano de Mobilidade Urbana aprovado em Atibaia em 2019, e que deve ser revisado a cada 10 anos. Entre os itens elencados no plano há algumas obras como a instituição de Anel Arterial na área central, comintuito de priorização das obras de melhorias de infraestrutura. As vias citadas no Anelsão: Alameda Lucas Nogueira Garcez, Avenida Joviano Alvim, Avenida AlfredoAndré, Avenida Vereador Gaspar Camargo, Avenida Carvalho Pinto, Avenida Jerônimode Camargo, Avenida Flávio Pires de Camargo, Avenida Industrial Walter Kloth,Avenida Imperial, Avenida Brasil e “outras vias que interliguem de modo que formemum círculo fechado de circulação e distribuição”.
Algumas das diretrizes do plano aprovado há 7 anos eram a priorização do pedestre e modosde transporte não motorizados sobre os motorizados, assim como dos serviços detransporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado.Também era prevista a criação de medidas de desestímulo à utilização detransporte individual motorizado, como carros e motos.