Câmara de Atibaia precisa implantar a NR1 (saúde mental) para seus funcionários
Luiz Gonzaga Neto
O início de implantação da NR1, norma regulamentadora que trata de gerenciamento de risco, incluindo doenças mentais no trabalho, está acontecendo a partir deste mês. Empresas e poder público poderão iniciar uma caminhada importante para a cultura organizacional, a produtividade e o acolhimento de dificuldades pessoais e familiares de funcionários. Lembrando que a NR1, conhecida como a “norma-mãe” de saúde e segurança no trabalho, foi editada e atualizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), entrando em vigor com caráter punitivo neste maio de 2026.
No caso da Câmara de Atibaia, onde sou funcionário concursado da Comunicação há 20 anos, tenho acompanhado de perto e “sofrido” pessoalmente com um ambiente interno tenso e à beira de ataques de nervos e de casos até mesmo psiquiátricos. O problema envolve principalmente o relacionamento de funcionários efetivos com chefias e diretorias – que se deteriorou, do ponto de vista emocional, ético e de comportamento técnico-profissional, desde o início da pandemia. Durante os primeiros dois anos da onda da covid, pudemos ficar em home office, o que minimizou os impactos. Quando voltamos ao trabalho presencial, o agravamento da situação ficou mais claro e mais pesado a cada ano.
É importante saber que as atualizações da NR-1, com foco na gestão de riscos psicossociais, . Entre os pontos prioritários sobre a aplicação no setor público, está o fato de que o ente público tem o dever constitucional de prevenir riscos psicossociais e garantir ambiente de trabalho seguro. Como riscos psicossociais, são entendidos a sobrecarga, a pressão e o assédio, em seus diversos aspectos (que todos conhecemos), no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). A adoção de medidas proativas incluem pesquisas de clima, monitoramento de turnover (rotatividade de pessoal) e ações de melhoria contínua para proteger os colaboradores.
A norma exige que os ambientes de trabalho priorizem o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. A mudança da norma regulamentadora coloca o adoecimento mental no mesmo patamar de riscos físicos e ergonômicos na segurança. Todos sabem que doenças como ansiedade e burnout (esgotamento nervoso) vêm causando altos índices de afastamento e prejuízos expressivos, com aumento descontrolado nas concessões de benefícios por transtornos mentais entre 2022 e 2023. Portanto, há muito o que fazer, minha gente!


