Mergulhador de Atibaia embarca para expedição em Galápagos, um dos ambientes mais desafiadores do mundo

Referência nacional em mergulho técnico e fotografia subaquática, Allan Piccinin parte para documentar tubarões, raias mantas e espécies endêmicas em uma das maiores reservas marinhas do planeta.

 

O mergulhador Allan Piccinin

 

O mergulhador e fotógrafo subaquático Allan Piccinin, profissional radicado em Atibaia e reconhecido nacionalmente no universo do mergulho técnico e das expedições internacionais, embarca nesta semana para uma nova missão: documentar a vida marinha do arquipélago de Galápagos, no Equador.
Considerado um dos ambientes mais exigentes do mundo para o mergulho, Galápagos é conhecido pelas fortes correntes oceânicas e pela grande concentração de vida marinha de grande porte, como tubarões-martelo, tubarões-baleia, raias mantas gigantes e iguanas marinhas — espécie endêmica da região.

Com experiência acumulada em expedições internacionais e mergulhos em naufrágios históricos da Segunda Guerra Mundial, Allan leva para a missão não apenas técnica e preparo físico, mas também um propósito claro: mostrar a realidade do comportamento dos tubarões em seu habitat natural e contribuir para a conscientização sobre a importância da preservação dos oceanos.
“Galápagos exige preparo físico, controle emocional e respeito absoluto ao ambiente. Não é turismo de aventura comum. É um mergulho de alta performance em um dos ecossistemas mais preservados do planeta”, afirma.

Além da produção de imagens para difusão internacional, o mergulhador também pretende compartilhar registros educativos que ajudem a desmistificar o medo em torno dos tubarões, reforçando seu papel fundamental no equilíbrio do ecossistema marinho.

Para Allan, levar o nome de Atibaia para uma das regiões mais emblemáticas do mergulho mundial é motivo de orgulho.

“A cidade faz parte da minha trajetória. Representar Atibaia em expedições como essa reforça que é possível sair do interior e alcançar projeção internacional com dedicação e preparo”, destaca.

Durante a expedição, o material produzido poderá ser disponibilizado para veículos de comunicação e projetos educativos