Meditação diminui ansiedade e ajuda no combate à obesidade

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A meditação alivia a ansiedade e o estresse, atuando sobre doenças crônicas como diabetes, hipertensão arterial, doenças autoimunes, obesidade e depressão.

A meditação é um caminho para quem busca tranquilidade e qualidade de vida e tem efeitos práticos sobre a saúde. É o que explica a médica e professora de meditação Maira Polcheira. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Saúde. “Pessoas que meditam apresentam um maior autocuidado, com melhora dos hábitos de vida, além de serem mais compassivas, mais cooperativas, menos reativas e mais felizes”, completou. A meditação é uma das 29 Práticas Integrativas Complementares oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Em Atibaia, o vereador Michel Carneiro apresentou projeto sobre a implantação dessas práticas na rede municipal de saúde. A vereadora Roberta Barsotti realiza atividades que caminham na mesma direção. A expectativa é de que a Secretaria de Saúde, que evidentemente precisa atender a diversas demandas, adote igualmente o sistema.
AINDA SEM PROTOCOLOS
Segundo a médica Maira, ainda não existem protocolos definidos quanto à indicação da meditação, mas é cada vez mais frequente a adoção da prática em consultórios médicos, psicológicos e de terapia ocupacional. “A população está mais receptiva a esta prática e tem buscado a meditação quando indicada pelo profissional de saúde ou até por amigos e colegas de trabalho”, revela.
Pelo país, a meditação é oferecida em postos de saúde de várias regiões. As Secretarias de Saúde podem identificar servidores que tenham interesse na capacitação como facilitadores em meditação, para implementar a prática em todas as unidades básicas.
MÉTODOS E OBJETIVOS
Existem vários tipos de meditação com métodos e objetivos distintos. Contudo pode-se dizer que, tradicionalmente, a prática é a arte de familiarizar-se com algo, no caso com a própria mente. “O sucesso da meditação depende da incorporação da prática aos hábitos diários e muitos pacientes desistem porque não conseguem inseri-la na sua rotina”, afirma Maira. “É importante salientar que existem diversas modalidades de meditação laica e religiosa, mas o SUS oferece apenas meditação laica, para evitar interferências culturais e de credo”, esclarece Maira.
Os tratamentos que utilizam recursos terapêuticos são baseados em conhecimentos tradicionais e científicos e voltados para curar e prevenir diversas doenças, como depressão e hipertensão de forma complementar e integrada à medicina convencional. O Brasil lidera a oferta de modalidades integrativas na saúde pública com 29 práticas e 5 milhões de usuários em 9.350 estabelecimentos de 3.173 municípios.

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