A mediadora que conta histórias e reata conversas entre pessoas em conflito
A dra. Cida Helena é, em princípio, uma boa contadora de histórias. Professora de educação infantil durante bastante tempo. Na foto estão Dr. Edson Dorta, Dra. Cida Helena e Dr. Rogério Correia Dias.
Luiz Gonzaga Neto
A dra. Cida Helena é, em princípio, uma boa contadora de histórias. Professora de educação infantil durante bastante tempo, atuando em escolas rurais e centrais de Atibaia, ela se tornou advogada e tem se destacado como mediadora do CEJUSC local, o centro de mediação e conciliação ligado ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Integrante de uma família numerosa e conhecedora e admirada por muitas outras famílias da cidade, a advogada cultiva uma conversa que é garantia de bom humor, informação e bom senso.
Até mesmo a Inteligência Artificial (Gemini do Google) reconhece que “contar histórias é uma ferramenta extremamente interessante e eficaz na mediação e conciliação, agindo como instrumento de comunicação que facilita o diálogo e a resolução de conflitos”. Muito utilizada no contexto educacional, a arte de narrar histórias (“storytelling”) é uma das formas mais antigas de troca de experiências humanas e pode ser adaptada para ambientes de resolução de conflitos, permitindo conexões mais profundas entre as partes.
A dra. Cida reconhece a importância do Dr. Rogério Correia Dias em sua trajetória como advogada e mediadora. Por indicação do juiz, ela faz parte do grupo Avós têm Voz, do CEJUSC, ao lado do também advogado Cláudio Adamo, e vem realizando audiências para reaproximar famílias em torno de crianças. Quando o diálogo entre familiares, com a presença de advogados das partes, entra num território tenso, a dra. Cida lança mão de histórias que ajudam a reconstruir laços, transmitindo valores e costumes, o que é crucial em processos de conciliação.
É verdade mesmo e já pude constatar este fato: utilizar narrativas na mediação ajuda a “plantar uma semente” de reflexão, permitindo que as partes envolvidas no conflito visualizem novas possibilidades de resolução através do encantar e do escutar.


