Retomada do turismo pode transformar economia de Atibaia

EDITORIAL

Em Atibaia, que é considerada uma estância turística, o potencial é gigantesco em diferentes vertentes: é possível explorar o turismo ecológico, especialmente na região da Pedra Grande e da Grota Funda.

Março começa com três datas que lembram a importância do turismo para os municípios. Neste domingo, 1º de março, é o Dia do Turismo Ecológico e Dia Pan-Americano do Turismo. Na segunda-feira, dia 2, é o Dia Nacional do Turismo.
Em Atibaia, que é considerada uma estância turística, o potencial é gigantesco em diferentes vertentes: é possível explorar o turismo ecológico, especialmente na região da Pedra Grande e da Grota Funda. Há o turismo rural, hoje começando a se consolidar, especialmente com as atrações criadas por sítios e fazendas.
Atibaia também tem forte apelo para o turismo corporativo devido à estrutura de salas e espaços dentro de grandes hotéis. O Centro Histórico, com suas tradicionais igrejas, atrai o turismo religioso. E o turismo de aventura tem espaço nas trilhas, estradas e, claro, no voo livre. O atual governo Daniel Martini sabe disso, e está empenhado em investir cada vez mais, a exemplo do que aconteceu no ano passado, com a criação de novos eventos e retomada dos que estavam parados.
A cidade vem avançando com obras importantes com verbas do DADE, que têm colaborado com uma melhor estruturação do setor. A pavimentação da estrada da Pedra Grande,que finalmente saiu do papel, está avançando e é um exemplo do investimento que vem sendo feito em Atibaia. Vale ressaltar que Atibaia quase ficou sem a obra e o atual governo precisou recuperar a verba do DADE em 2025 para que conseguisse pavimentar o acesso ao principal marco turístico da cidade. Ter que recuperar uma verba de milhõesde reais vinda do governo do Estado para fomentar o turismo mostra que o setor precisa ser tratado com seriedade e responsabilidade. Dinheiro existe para investimentos, sendo necessário vontade dos governantes para que o setor deixede ser apenas uma atividade complementar para se tornar um motor econômico vital.
Cultura, natureza, festas tradicionais e patrimônio histórico são ativos reais capazes de gerar renda, empregos e desenvolvimento sustentável a longo prazo. Atibaia tem tudo isso e ganhará também muito com mais recursos provenientes do Estado. A gestão Daniel Martini já percebeu esse potencial e investe nisso.
De acordo com levantamento da FecomercioSP(Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), oturismo nacional encerrou 2025 com alta de 5,8% em relação ao ano anterior. O setor faturou R$ 228,1 bilhões no período, conquistando mais um recorde.

 

 

Em 2026 o turismo de São Paulo deverá manter sua trajetória de expansão e consolidação na movimentação de turistas. É o que apontam os cálculos feitos pelo Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), ligado à Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP).
As projeções indicam crescimento real do PIB do turismo paulista de 3,3% em relação a 2025, o que significa que deverá alcançar R$ 369 bilhões ao final de 2026. Com esse desempenho, a participação do setor na economia do estado poderá chegar a até 9,9% do PIB estadual, mantendo crescimento acima da média projetada para a economia paulista no período.
Esses dados ganham significado especial quando trazidos para a realidade dos municípios. Cidades que investem em atração turística observam retornos diretos na economia local: hotéis e pousadas mais movimentados, restaurantes cheios o ano inteiro, feiras e eventos que atraem público de outras regiões e uma cadeia de serviços que passa a prosperar. Mesmo pequenas iniciativas como roteiros gastronômicos, trilhas ecológicas, festas tradicionais e festivais geram circulação de recursos que antes ficavam restritos ao núcleo urbano.
Às autoridades municipais, à iniciativa privada e à sociedade civil, cabe perceber que investir em turismo é investir no futuro das cidades.