Uso de celular ao volante pode passar a ter gravidade semelhante à de dirigir alcoolizado

A medida busca reduzir o número de acidentes provocados pela distração dos motoristas, uma das principais causas de ocorrências nas vias urbanas e rodovias.

O uso do celular ao volante tem sido cada vez mais combatido pelas autoridades de trânsito e já é enquadrado com a mesma gravidade de infrações consideradas de alto risco, como dirigir sob efeito de álcool. A medida busca reduzir o número de acidentes provocados pela distração dos motoristas, uma das principais causas de ocorrências nas vias urbanas e rodovias.

Manter o celular nas mãos enquanto dirige representa um risco significativo, pois combina três tipos de distração simultaneamente: a visual, ao desviar os olhos da via; a manual, ao retirar as mãos do volante; e a cognitiva, ao dividir a atenção entre a condução do veículo e outra atividade, como mensagens, chamadas ou redes sociais.

Em diversos países, as chamadas hands-free laws já proíbem qualquer uso manual do telefone durante a condução, incluindo ligações, envio de mensagens, acesso a aplicativos ou utilização do GPS sem suporte fixo. Nesses locais, é permitido apenas o uso de dispositivos em modo mãos-livres ou com o aparelho devidamente fixado no painel do veículo.

Nos Estados Unidos, vários estados anunciaram o endurecimento das punições para quem descumprir essas regras. A partir de 2026, motoristas flagrados utilizando o celular ao volante poderão enfrentar multas mais elevadas e aumento significativo na pontuação da carteira de habilitação.

No Brasil, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) já classifica como infração gravíssima segurar ou manusear o celular enquanto dirige. A penalidade inclui multa de aproximadamente R$ 300, além da aplicação de pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). As autoridades reforçam que a conscientização e o respeito às normas são fundamentais para garantir a segurança no trânsito e preservar vidas.