Governo Daniel Martini investe em obras integradas para combater as enchentes em Atibaia

Uma das principais obras preventivas é do córrego do Figueira, considerada a maior obra de macrodrenagem e infraestrutura da história recente.

 

 

O Atibaiense – Entrevista

As chuvas intensas de janeiro e deste final de fevereiro castigaram não apenas Atibaia, mas toda a região. Sem contar os casos mais graves, como os ocorridos em Minas Gerais. O prefeito Daniel Martini, em entrevista ao jornal O Atibaiense, destaca que as enchentes estão sendo tratadas como prioridade em seu governo. E as obras já começaram no ano passado, colaborando para que as consequências do excesso de chuvas não fossem mais graves.
Uma das principais obras preventivas é do córrego do Figueira, considerada a maior obra de macrodrenagem e infraestrutura da história recente. “Quando assumimos essa obra tinha um conceito e contexto. Nós paramos a obra para saber se esse conceito estava de acordo com nosso conhecimento. Fui coordenador da Defesa Civil na época que tivemos a maior enchente na cidade. Revisitamos o conceito da obra, conseguimos garantir que fosse executada com maior preservação possível. Tinha, por exemplo, autorização para desmatamento das árvores atrás ali do campo. Nós salvamos todas as árvores. Alteramos um pouco o trajeto para preservar as árvores. O trecho da Avenida Atibaia até o lago do Jardim do Lago nós vamos apresentar para a população o projeto. O que posso dizer com 100% de certeza é o motivo de ser uma obra importante: ela contempla a despoluição de três lagos”, ressalta Daniel.
O prefeito lembra que existe lançamento clandestino de esgoto nos lagos, “Não é o SAAE, é clandestina a ligação. Então, os lagos serão despoluídos e faremos a contenção das margens de modo que sujeito não consiga mais colocar a tubulação ali. Será feito o desassoreamento e construção de dispositivo de caixa de areia, para conter o assoreamento futuro e facilitar a limpeza. Estruturação de margem e controle de vazão, que vai permitir regular a altura dos lagos, como se fosse um piscinão. Se vier uma previsão de chuva muito forte, dá tempo de baixar nível dos lagos e controlar a vazão que vai para o rio Atibaia. Essas obras englobam os lagos (Jardim Paulista, Jardim do Lago e Lago do Major) e a sessão do trecho do córrego do Figueira até o Atibaia Jardim”.
Outro destaque da obra é o alargamento e rebaixamento do córrego. Antes era de 1,5 a 2 metros de largura. A obra está permitindo uma largura de 7 metros por 4 de profundidade, o que vai amortecer muito a chuva e evitar que a água chegue tão rápido ao rio Atibaia, dando mais tempo para vazão.
O espaço receberá ainda um jardim de chuva e estacionamento. “Vamos revitalizar a área de lazer desses três lagos. Faremos um parque linear do córrego da Figueira, com ciclovia, ligação da malha cicloviária que não tem hoje. Isso não estava previsto no projeto original e vamos fazer”.
O prefeito conta que também foi feita uma recuperação do lago da Estância Lynce. “Colocamos máquina lá, fizemos aprofundamento do lago e estamos reconstruindo a comporta. Vai voltar a funcionar como retentor de águas na época das chuvas. Estamos falando de 4 lagos que desaguam no córrego do Piqueri e o córrego vai para um único lugar que é o rio Atibaia. Se controlar nos lagos a vazão, vai melhorar situação dos bairros atingidos hoje, como Parque das Nações e Kanimar”.
Outra ação é o programa Rios Vivos, projeto do Governo do Estado para desassoreamento de rios e córregos. “Atibaia tinha um trecho de 750 metros previsto no Parque das Nações. Precisava das liberações e autorizações ambientais. Foi trabalho gigantesco. Aí nosso governo conseguiu duplicar o trecho que será desassoreado. O Governo entendeu e se comprometeu a ajudar no que for possível”, destaca Daniel.
As máquinas chegaram no final de janeiro e não tinha previsão de chuvas fortes naquele período. “Tivemos alertas entre dezembro e janeiro. Mas tivemos 20 dias direto de chuvas na cidade entre fim de janeiro e início de fevereiro. Solo saturou, não absorvia mais água. Na sequência choveu 124 mm em dois dias na cidade. E essa mesma quantidade caiu em Piracaia e Nazaré Paulista. Água de lá vem até o rio Atibaia. E o rio então saiu da calha”. Para o prefeito, a população entendeu que a Prefeitura já estava atuando e que foi um evento não previsto.
Como as máquinas já tinham começado o trabalho, a água escoou mais rápido que o costume. “Nós percebemos que a água do rio estava escoando mais rápido. Moradores ali sabem que a água demora para voltar para a calha, mas com a limpeza iniciada, voltou mais rápido. É um projeto significativo e poderíamos ter problema mais grave se não tivéssemos iniciado os trabalhos”, conclui Daniel.