Jornal O Atibaiense completa hoje 125 anos de história

O jornal é testemunha do presente e guardião do passado com respeito, credibilidade e seriedade durante todos esses anos. O jornal é o quinto mais antigo em circulação no país.

 

Quando as primeiras edições do jornal O Atibaiense começaram a circular em 1901, o mundo era outro. Não havia internet, redes sociais ou notificações em tempo real. Havia, porém, algo essencial que permanece até hoje: a necessidade humana de registrar os fatos, compreender a realidade e construir memória coletiva. É isso que um jornal impresso faz e é isso que seguimos fazendo desde aquele 17 de fevereiro de 1901, quando a primeira edição foi publicada.

Celebrar 125 anos é comemorar uma trajetória construída com compromisso e responsabilidade. Cada edição impressa carrega um peso que vai além do papel e da tinta. O que está publicado não pode ser apagado, editado ou reescrito horas depois, como ocorre no meio digital. No impresso, o erro é permanente e não pode ser “atualizado” ou simplesmente “deletado”. A responsabilidade é anterior à publicação, exigindo rigor na apuração e escuta atenta de todos os lados.

Esse cuidado com a informação e com os fatos é uma das virtudes do jornal impresso. Enquanto vivemos em uma realidade na qual impera a volatilidade digital, com conteúdos alterados sem aviso, apagados silenciosamente ou disseminados sem autoria clara, o papel oferece permanência. Há assinatura, há linha editorial, há responsabilidade institucional.

Ao longo de 125 anos, nossas páginas registraram eleições, transformações urbanas, conquistas econômicas, desafios sociais, histórias de famílias, de empreendedores, de trabalhadores, de lideranças e de cidadãos comuns. Registramos a evolução de bairros, o crescimento da cidade, as mudanças políticas e culturais. O que hoje é memória viva, amanhã será fonte histórica. E quando pesquisadores quiserem entender como era Atibaia em 2026, recorrerão às páginas impressas que resistem ao tempo.

É pelas páginas do acervo do jornal O Atibaiense que sabemos como foi noticiada a inauguração da rede telefônica na cidade, em novembro de 1901 e do grupo escolar, atual escola estadual José Alvim, em 1905.

Nos primeiros anos do jornal, nem mesmo a rede de energia elétrica havia chegado, fato que foi noticiado em 1907. O início das operações da Companhia Têxtil São João ganhou as páginas deste periódico em 1909. A chegada dos aparelhos de rádio, na década de 1920, foi um avanço tecnológico para a época e amplamente noticiado.

A Revolução de 32, com participação de atibaianos foi noticiada por estas páginas; o fim da Segunda Guerra Mundial e a comemoração na cidade; os regimes políticos pelos quais o Brasil passou; a chegada do homem à Lua. Grandes fatos que marcaram o país e o mundo registrados para sempre no acervo cuidadosamente guardado. Assim como as mudanças políticas, econômicas e sociais de Atibaia. O cotidiano da cidade e até mesmo algumas “fofocas”.

O jornal O Atibaiense se mantém, ao longo de mais de um século, não apenas como um meio de informação, mas um acervo histórico. Diferente do conteúdo digital, que pode desaparecer com um clique ou perder-se em plataformas desativadas, o papel permanece. Ele é físico, tangível, arquivável. É documento.

Há também uma dimensão de confiança que se fortalece no impresso. Em um cenário marcado pela circulação acelerada de notícias fabricadas, descontextualizadas ou deliberadamente falsas, o jornal impresso carrega a credibilidade construída na continuidade. Isso não significa ignorar os novos tempos. O impresso convive com o digital, dialoga com novas plataformas e amplia seu alcance.

Completar 125 anos é reafirmar um compromisso. Cada edição é mais do que notícia, é também parte da história de Atibaia. O impresso é permanência, memória e responsabilidade. Continuaremos sendo testemunhas do presente e arquivo do passado.