Atibaia movimenta mais de R$ 3 bilhões ao ano em negócios imobiliários

Cidade tem apresentado valores significativos na arrecadação de ITBI, que é o imposto cobrado quando há venda de imóveis.

 

O Atibaiense – Da redação

A movimentação imobiliária em Atibaia segue aquecida nos últimos 5 anos e a média está acima de R$ 3 bilhões ao ano, considerando apenas o que é arrecadado em ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis). Em 2025, levando-se em conta a alíquota de 2% do tributo, o município teria movimentado ao menos R$ 3.166.051.000,50.
As informações constantes no Portal da Transparência da Prefeitura de Atibaia na aba receitas mostram o quanto o município recebeu em ITBI ao longo dos anos. Em 2025 foram R$ 63.321.020,01. A alíquota do imposto é de 2%. Isso significa que o total de transações imobiliárias movimentaram mais de R$ 3,1 bilhões.
Em 2024 a movimentação foi maior e também foi o período com maior arrecadação de ITBI nos últimos anos. Foram R$ 72,6 milhões em imposto e R$ 3,63 bilhões em transações. Em 2023 o montante é parecido com R$ 72,2 milhões em ITBI e R$ 3,61 bilhões em movimentação imobiliária.
Mesmo nos anos de pandemia o mercado imobiliário esteve aquecido. Foi nesse período, inclusive, que a cidade mais cresceu, com a vinda de novos empreendimentos e de moradores de outras cidades, atraídos pela segurança e tranquilidade do interior. Os polêmicos prédios começaram a se multiplicar nesta época.
Em 2021 o ITBI arrecadado foi de R$ 62,7 milhões, o que representa uma média de movimentação imobiliária de R$ 3,13 bilhões. Houve aumento significativo em 2022, com R$ 66,5 milhões em imposto e R$ 3,32 bilhões em transações. Os anos seguintes, já citados acima, foram o “boom” do crescimento.

 

 

A previsão do orçamento de 2026 traz uma estimativa baixa com relação ao ITBI, ficando em R$ 42.879.220,00, mas com a quantidade de novos empreendimentos em construção, deve superar o valor.
As altas cifras são positivas por um lado, mostrando a economia aquecida na cidade. Com novas construções, há mais empregos não apenas diretamente no setor, mas também para prestadores de serviços e para o comércio.
Em 2025, o setor que mais empregou na cidade foi a construção civil, com saldo de 1.151vagas. Em segundo ficou serviços com 782 e em terceiro a indústria com 479.Ocomércio gerou 279 vagas. Esse saldo considera o total de contratados e demitidos em cada setor e é divulgado pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
É preciso, no entanto, atenção para as consequências do crescimento da cidade, especialmente na infraestrutura oferecida pela cidade. Há ruas e avenidas que comportam o trânsito maior em determinadas regiões (as que estão recebendo os prédios principalmente), há escolas e creches suficientes para esses novos moradores? E atendimento em saúde pública? Saneamento básico comporta tantos empreendimentos? Vale lembrar que estamos em período de crise hídrica. Teremos água pra todos nos próximos 5 a 10 anos?

CONTRAPARTIDAS
Tantos investimentos devem ser pensados com seriedade e é hora de debater também as contrapartidas que o município recebe dos empreendimentos, já que geram, sem dúvida, impactos na vizinhança.
Já existe previsão na legislação atual de exigência de contrapartidas, pela Prefeitura, para aprovação de determinados empreendimentos, mas não há especificações do que são. A execução das obras de contrapartida depende de cada acordo firmado com o Executivo.