Em 2025 Atibaia já gerou 49% mais empregos que no ano passado

Apesar do número maior de contratações, ainda há dificuldades em encontrar mão de obra qualificada em diferentes setores.

O Atibaiense – Da redação

Até outubro de 2025, Atibaia acumulou um saldo positivo de 3.162 vagas de emprego, número que é 49,4% maior que 2024. No ano passado, entre janeiro e dezembro foram 2.116 vagas. No ranking das 50 cidades campeãs de emprego do Estado de São Paulo, o município é considerado o 26º nos 10 meses do ano e o 21º no acumulado de 12 meses. É a única cidade da região a configurar entre as 50 nas duas listas.

Na comparação com o período de janeiro a outubro, a diferença para o ano passado é um pouco menor, mas ainda há um crescimento nas contratações. Foram 2.812 vagas geradas em 10 meses no ano passado. Este ano são 12,4% a mais. A diferença entre dados até outubro e até dezembro de 2024 se deve a saldo negativo registrado em dezembro de 2024, ou seja, houve naquele mês mais demissões que contratações.

As informações são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Governo Federal e mostram que Atibaia vem crescendo economicamente, já que com mais empregos formais, significa que há investimentos de empresários na cidade em todos os setores.

 

 

 

Até outubro, foram contratadas 25.989 pessoas na cidade. houve 22.827 demissões, o que resultou no saldo positivo de 3.162 vagas. O setor que mais contratou foi de serviços, com saldo de 1.377 vagas. Em seguida veio a construção civil, com 1.013. a indústria registrou saldo positivo de 633 vagas e o comércio, de 167. Já a agropecuária teve saldo negativo de -28 vagas.

Do saldo total, 235 vagas positivas foram de trabalho intermitente, 181 de jovem aprendiz, 60 de temporários e 54 estrangeiros. Demais foram de registro mais comum da CLT. Atualmente são 54.131 empregos formais em Atibaia.

Apesar dos números positivos, ainda falta mão de obra qualificada em Atibaia. Essa é uma queixa de todos os setores. Analisando os dados do Caged é possível perceber que a maioria dos contratados na cidade não têm ainda qualificações específicas.

Do total de saldo positivo, a grande maioria dos contratados tem ensino médio completo (2.005) e outros 298 com ensino médio incompleto. Há ainda 147 com fundamental completo e 43 com fundamental incompleto. Foram 505 vagas para ensino superior completo e 135 para superior incompleto.

A média de idade também mostra que maioria dos contratados é jovem, ou seja, ainda está no primeiro emprego ou nas primeiras experiências. Do saldo total, 1.091 tem entre 18 e 24 anos e 551 até 17 anos.

O fato de haver também contratações significativas de faixa etária mais velha pode ser indicativo de necessidade de pessoas com experiência e mais qualificadas. Foram 597 vagas na faixa de 40 a 49 anos e 576 entre 30 e 39 anos.

A escassez de mão de obra qualificada não é um problema apenas de Atibaia. No país, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), falta trabalhadores capacitados.

O Mapa do Trabalho Industrial (elaborado pelo CNI e que é usado como base para ações do SENAI), estiva que será necessário, até 2028, qualificar mais de 9,4 milhões de trabalhadores para o setor.

Também é constatado no estudo que, entre 2025 e 2027, as áreas com maior demanda por novos profissionais serão logística e transporte; construção; operação industrial; manutenção e reparação e metalmecânica.