Desenvolvimento social e econômico é gravemente afetado pela ausência de saneamento básico

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Em Atibaia, investimentos em saneamento básico seguem em ritmo acelerado.

Ter acesso ao saneamento básico é imprescindível para o desenvolvimento social e econômico de qualquer sociedade. Essa relação é direta, pois não se pode falar em qualidade de vida e bem-estar, por exemplo, sem que se tenha acesso à coleta e tratamento de esgoto, água potável e destino adequado do lixo. Todos esses serviços fazem parte do saneamento básico e dão sustento a outros setores como economia, educação e sustentabilidade ambiental.
Se por um lado o saneamento básico beneficia a sociedade em diferentes áreas, sua ausência traz um enorme impacto negativo que afeta muitos aspectos que são estratégicos, inclusive o da economia. Segundo o IBGE, apenas cerca de 45% do esgoto é tratado no Brasil, 52, 4% da população tem serviço de coleta desse efluente, e 2,1%, que equivale a 4,4 milhões de brasileiros, não têm acesso a qualquer forma de esgotamento sanitário.
A saúde é a principal prejudicada pela falta de saneamento, visto que muitas doenças estão vinculadas à água sem o devido tratamento ou pelo contato direto com o esgoto. Diarreia, leptospirose, cólera, dermatite, gastrointerite, verminose, são alguns exemplos. O desempenho educacional também é menor entre crianças e adolescentes que não possuem esses serviços, uma vez que adoecem com maior facilidade. Além da saúde humana, também há o problema da saúde ambiental: esgoto não tratado polui os cursos d’água, pois, de modo geral, acaba sendo este destino final desses efluentes. O mercado de trabalho é afetado pela falta dos serviços básicos de saneamento: segundo dados do Instituto Trata Brasil, 74,6 mil internações seriam evitadas se 100% da população tivesse a coleta de esgoto. Além do comprometimento da saúde, as internações implicam ainda na ausência de funcionários no trabalho, baixa produtividade e possivelmente demissões, agravando o quadro de desemprego.
A falta de coleta e destino adequado do lixo aumenta a proliferação de insetos e roedores nos lixões a céu aberto, acentuando o risco de transmissão de doenças, assim como contribui para o aumento de enchentes e contaminação da água dos rios e lençóis freáticos.
O setor econômico também perde quando não há investimento em saneamento e a área do turismo é um exemplo clássico disso: cidades que possuem grande potencial de atração turística por suas belíssimas paisagens naturais, como as praias e montanhas, perdem muitos turistas e, inclusive, visitantes locais quando há contaminação da água do mar ou depósito inadequado de lixo, por exemplo.
De acordo com a gerente da Atibaia Saneamento, Indiara Jogas, o investimento em saneamento básico, portanto, faz parte do alicerce que dá sustentabilidade ao desenvolvimento social e econômico e, consequentemente, na melhoria de vida dos cidadãos. “Nenhum país que almeja destaque positivo no cenário econômico mundial pode ignorar a urgência desse setor. Diferentemente de outros municípios aonde pouco se investe nesse setor, aqui em Atibaia, trabalhamos diariamente para atingir os 100% de esgoto tratado até 2021”, conclui.

Foto ilustrativa

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