A mídia diante da depressão e do suicídio

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Este é um assunto extremamente delicado, que nos alcança de forma indireta e direta. O que a mídia pode fazer para contribuir para a prevenção diante dos estados depressivos e das atitudes suicidas de parcela da população? Não é, certamente, se omitindo ou deixando de publicar relatos e depoimentos; muito menos incentivando a “cultura” da destrutividade – musical, comportamental, etc – que leva jovens e adultos para a morte antecipada.
Pais, educadores e sociedade em geral precisam se debruçar sobre o tema constantemente, gerando material que os veículos de comunicação possam publicar. Há 20 dias, tive um parente próximo nessas estatísticas: na faixa dos 50 anos, professor aposentado, ele se atirou da janela do apartamento em São Paulo, durante crise aguda de depressão. É uma tragédia familiar que levará anos para ser digerida, marcando as nossas vidas.
Palestras de autoridades policiais têm sido feitas, inclusive na Câmara de Atibaia, para alertar toda a comunidade sobre as ondas de suicídio que acometem adolescentes. Sem dúvida, a conscientização é parte da prevenção. Além disso, redes de contato, unindo familiares, amigos, pesquisadores e autoridades (saúde, segurança e assistência social, principalmente), devem ser criadas.
A depressão chega sem grandes avisos, mas costuma lançar sinais, em grande parte desesperadores. São quadros mentais e emocionais que derrubam indivíduos na calada da noite, mesmo nas mais banais situações. A falta de sentido na vida, o peso do vazio, a escassez de motivação e de desejo são, costumeiramente, características de quem vive esse colapso interno, esse vulcão gelado que irrompe em nossos corações. Estejamos alertas! E sempre.

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