Homem acusado de falsificar receita médica é detido em UBS pela Guarda Civil Municipal
O farmacêutico informou que a atendente desconfiou da autenticidade da receita ao verificar que o número da notificação já constava anteriormente no sistema
No último dia 27, uma equipe da Guarda Civil Municipal foi chamada na farmácia da Unidade Básica de Saúde do Centro para verificar indícios de falsificação de uma receita médica. O farmacêutico responsável suspeitou de uma Notificação de Receita B, destinada à dispensação de medicamento sujeito a controle especial.
O farmacêutico informou que a atendente desconfiou da autenticidade da receita ao verificar que o número da notificação já constava anteriormente no sistema. Após conferência junto à gestora da unidade, constatou-se que aquela mesma numeração, vinculada ao mesmo médico prescritor, já havia sido utilizada em ocasião anterior para retirada de medicamento controlado,circunstância incompatível com a sistemática do receituário especial, uma vez que cada Notificação de Receita B possui numeração individual e é retida após a dispensação do medicamento.
O farmacêutico esclareceu, ainda, que o acusado permanecia no guichê de atendimento, preenchendo a receita com seus próprios dados pessoais para obtenção de Clonazepam, medicamento sujeito a controle especial, quando a Guarda Civil Municipal chegou ao local. Acrescentou que a desconfiança também decorreu da data constante na
receita, emitida no Estado do Paraná, bem como do aspecto físico do documento, que aparentava desgaste incompatível com sua recente emissão.
Na abordagem, o homem admitiu que sabia tratar-se de documento falsificado, afirmando que havia adquirido o receituário por intermédio de um perfil existente na rede social lnstagram,pelo valor de R$ 15,00, tendo efetuado pagamento via PIX. Relatou que recebeu um modelo de receita, o qual imprimia e preenchia manualmente com seus próprios dados sempre que necessitava retirar o medicamento,acreditando equivocadamente que, caso a falsidade fosse percebida, a receita seria apenas inutilizada, sem consequências penais.
Em interrogatório, ele declarou que faz tratamento para transtorno de ansiedade desde a adolescência,tornando-se dependente de Clonazepam, motivo pelo qual passou a adquirir receituários falsificados para obter a medicação. Informou, ainda, que utilizava a mesma receita falsificada desde o início do ano, imprimindo novos formulários e preenchendo-os sucessivamente com seus dados pessoais, sempre destinados à obtenção do referido medicamento controlado. Declarou, por fim, que toda a negociação ocorreu exclusivamente pela internet, não sabendo identificar a pessoa responsável pela venda, por se tratar, segundo acredita, de perfil falso.


