Cidades brasileiras discutem restrições à locação por aplicativos diante de impacto no mercado imobiliário
Em Atibaia houve crescimento em 2025, mas não existem muitos dados oficiais específicos só de Atibaia divulgados publicamente. Ainda assim, os indicadores disponíveis e o contexto do turismo mostram uma tendência clara de alta. E com isso vem a perturbação do sossego de alguns vizinhos destes imóveis.
A locação temporária de imóveis por meio de plataformas digitais, como Airbnb e Booking, tem entrado no radar de autoridades em diversas capitais brasileiras. Em meio ao crescimento expressivo do turismo no país, governos locais estudam medidas que vão desde a tributação dessas operações até a proibição de anúncios de determinados tipos de imóveis.
O debate ganha força em um momento de alta no fluxo de visitantes internacionais. Em 2025, o Brasil recebeu cerca de 9 milhões de turistas estrangeiros, número 40% superior ao registrado no ano anterior. O avanço do setor, no entanto, vem acompanhado de preocupações relacionadas ao mercado imobiliário, especialmente no que diz respeito ao aumento dos preços de aluguéis tradicionais e à redução da oferta de moradias de longo prazo.
As propostas em análise buscam equilibrar o desenvolvimento do turismo com o direito à habitação, evitando que imóveis sejam retirados do mercado residencial para uso exclusivo em locações de curta duração.
Esse movimento não é exclusivo do Brasil. Cidades ao redor do mundo já adotaram ou discutem regulamentações mais rígidas para plataformas do tipo. Em Nova York, por exemplo, é proibido o aluguel de curta duração de imóveis inteiros. Já em Barcelona, autoridades anunciaram um plano para extinguir esse tipo de locação até 2028. Na Cidade do México, há um projeto em debate que prevê restrições à atividade.
Especialistas apontam que, embora essas plataformas tenham democratizado o acesso à hospedagem e impulsionado o turismo, o crescimento desregulado pode gerar distorções no mercado urbano, tornando necessária a criação de regras mais claras para o setor.
ATIBAIA
Em Atibaia houve crescimento em 2025, mas não existem muitos dados oficiais específicos só de Atibaia divulgados publicamente. Ainda assim, os indicadores disponíveis e o contexto do turismo mostram uma tendência clara de alta.
Levantamentos de mercado de aluguel por temporada (Airbnb + Vrbo) indicam que Atibaia teve crescimento em 2025 de 6% nos valores dos imóveis. A taxa de ocupação aumentou cerca de %4, e a quantidade de imóveis para aluguel cresceu 7%, apenas em 2025
Isso mostra que mais pessoas estão alugando e os proprietários estão ganhando mais, ou seja: o mercado realmente cresceu em 2025, mesmo que de forma moderada.
Atibaia tem cerca de 580 imóveis ativos para temporada em plataformas como Airbnb. Base mais ampla de até 1.300 propriedades analisadas (incluindo outras plataformas)
Isso também indicado que o turismo em Atibaia em alta. As viagens para pequenas distâncias tem aumentado em nosso região, com pessoas vindo de São Paulo, sul de Minas e até mesmo de cidades vizinhas, como Itatiba, Piracaia, Bragança Paulista, entre outras. O Brasil bateu recorde de visitantes internacionais em 2025. Atibaia se beneficia muito por estar a apenas 1h de São Paulo e Campinas. O forte em Atibaia são as chácaras, casas com piscina, imóveis para eventos e confraternizações, etc.
Ultimamente as pessoas estão preferindo esse tipo de hospedagem em vez de ficar em hotéis que geralmente tem o horário muito inflexível
Não houve “boom descontrolado” na cidade, o mercado já vinha forte desde a pandemia e agora vem crescendo de forma estável.
O grande problema que a população tem notado é a falta de controle em alguns imóveis como o excesso de barulho, gritarias em piscinas e festa até muito tarde da noite. O que tem feito aumentar o número de reclamações nas plataformas e até ocorrências policiais devido a falta de respeito dos hospedes.
O poder público tem ficar mais atento a isso e criar regras mais rígidas quanto a perturbação do sossego dos moradores entorno destes imóveis.
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