Prefeitura e SAAE estão com projetos prontos para três novos reservatórios de água em Atibaia
O vice-prefeito Alessandro Roncoletta assumiu como prefeito em exercício entre os dias 21 e 30 de janeiro. Na tarde de quarta-feira, recebeu a reportagem do jornal O Atibaiense para uma entrevista exclusiva.
O Atibaiense – Da redação
O vice-prefeito Alessandro Roncoletta assumiu como prefeito em exercício entre os dias 21 e 30 de janeiro, durante ausência do prefeito Daniel Martini para tratar de assuntos particulares. Não é a primeira vez que ele assume o posto, mas este foi o período mais longo até o momento, mesmo que por 10 dias. O foco, conforme relatou em entrevista exclusiva ao jornal O Atibaiense, foi manter o planejamento para continuidade da boa gestão. Alessandro também visitou obras e acompanhou serviços de zeladoria pela cidade.
Em um balaço do primeiro ano de mandato da gestão Daniel/Alessandro, ele concluiu que 2025 não foi fácil. “Foi um ano de reestruturação, momento de ‘tomar pé’ da situação, com orçamento apertado e precisando ‘azeitar’ a máquina porque vinha de 12 anos de uma situação de governo, podemos dizer que até 16 anos de uma situação de governo. Chegamos com novas propostas, novos métodos de trabalho, nova linha de pensamento e até alinhar as coisas, é trabalhoso. Mas tivemos por parte da equipe muito entendimento para fazer a máquina entrar no trilho”, destaca.
Alessandro não pode ser considerado um vice de “enfeite” como acontece em algumas cidades. Ele sempre acompanhou de perto o dia a dia da Administração e chegou a assumir como secretário de Recursos Humanos até a chegada de Michel Carneiro para o posto. “Desde o início sempre trabalhei, sempre acompanhei tudo como vice-prefeito. Então agora consigo chegar nessa situação de prefeito em exercício com conhecimento de como a máquina funciona, para conseguir substituir Daniel minimamente, com responsabilidade. Fazer o trabalho que precisa ser feito. Considero uma generosidade do Daniel a confiança em mim e no meu trabalho. Ele sabe que estou ao lado dele, que pode ficar tranquilo, que minha preocupação é com Atibaia”.
DESENVOLVIMENTO REGIONAL
Além do bom relacionamento com o prefeito Daniel, Alessandro também é bem próximo ao prefeito Edmir Chedid, de Bragança Paulista. Os dois são do mesmo partido, o União Brasil. Roncoletta lembra que Atibaia e Bragança nunca estiveram tão próximas. “Estamos discutindo desenvolvimento regional como nunca foi feito antes, sem rivalidades. Tem a questão do hospital regional que ainda não foi definido se vai para lá. Não foi avalizado pelo Governo do Estado ainda. Ainda há promessa do governo do Estado que haverá implementação das vagas no HUSF, mas nada definido. Houve também um esforço do Edmir para que o AME tivesse atendimento ampliado, coisa que não acontecia antes. É um movimento positivo. Vale ressaltar que estamos muito unidos na Aprecesp e politicamente esse trabalho vem sendo reforçado com a participação do Daniel na Diretoria da Aprecesp. Esse alinhamento político pode trazer melhorias para o entorno da Fernão Dias, por exemplo. Esse alinhamento das cidades trará benefícios para Atibaia”, avalia.
Alessandro nunca participou da política ocupando cargos eletivos e está no primeiro mandato como vice-prefeito de Atibaia. Empresário, conta que em pouco mais de um ano de mandato, uma das lições que aprendeu é que no setor público nem tudo tem a mesma celeridade da iniciativa privada. “No começo o que me causou estranheza foi o tempo para as coisas acontecerem, essa burocracia do público ainda é grande, perde eficiência. São importantes e necessários, precisa ter lisura no processo. Não é igual iniciativa privada, que você faz orçamento, manda fazer e está pronto. Mas entendendo o processo é mais fácil antecipar as ações. Sabemos que temos que iniciar processos com três a quatro meses de antecedência. É preciso verificar as demandas antes, planejar. Independente de quem esteja na cadeira lá na frente, temos que planejar. O Daniel fez mudanças no Código de Urbanismo que terão reflexos nos próximos 10 a 15 anos. Daqui a pouco chegam 50 mil novos habitantes e o que fazemos? Precisamos ter a infraestrutura já planejada para essa realidade”, conclui.
Saúde de Atibaia pode receber reestruturação com mudanças na Santa Casa e investimento em UBS
Em entrevista ao jornal O Atibaiense, o prefeito em exercício Alessandro Roncoletta falou sobre os desafios da Saúde, uma das áreas prioritárias da atual gestão. Ele avalia que um dos planos previstos é de uma grande UBS (Unidade Básica de Saúde), que possa absorver parte dos atendimentos hoje realizados na Santa Casa, já que muitos pacientes procuram o pronto-socorro para atendimentos que não caberiam ali, mas sim em postos de saúde.
“Temos também conversado com a rede privada para abrir uma ala SUS em hospital de grande porte. Estamos com muitas possibilidades que facilitam negociações até com a Irmandade de Misericórdia de Atibaia. Se houver entendimento com a Irmandade, pode ser cogitada a ampliação do prédio da Santa Casa. Temos anteprojeto, mas é preciso evoluir a conversa com a Irmandade antes”, acrescenta Roncoletta.
A Santa Casa já recebeu em 2025 uma reestruturação do corpo clínico, a organização da farmácia, uniformização de funcionários. “A Daniela está promovendo mudanças importantes. Uma melhoria na gestão e estrutura. Essas melhorias acabam trazendo pessoas da região para a Santa Casa. Aumentamos a capacidade, mas muitos moradores da região vêm para cá, então, quanto mais melhora, mais gente procura”. Alessandro lembra que não é da competência do município atendimento de média e alta complexidade. Apenas a atenção básica, feita em postos de saúde, é de responsabilidade dos municípios. “Média e alta complexidades é responsabilidade do Estado, tem que enviar as verbas”, conclui.
Mesmo que não seja renovada a intervenção na Santa Casa, Roncoletta afirma que a Prefeitura não deixará de investir para garantia dos atendimentos à população.
Prefeitura investe em novos maquinários para ampliar eficiência da Zeladoria
Como prefeito em exercício, uma das preocupações de Alessandro Roncoletta foi acompanhar de perto as obras e os serviços de Zeladoria. Apesar das prioridades em educação e saúde permanecerem em 2026, há uma grande demanda de manutenção na cidade para ser resolvida. “Temos problema sério a ser resolvido que é a questão da Zeladoria. Estamos investindo na implementação de maquinário e receberemos de uma a duas roçadeiras automatizadas. A varredeira já temos e tem ajudado na limpeza de ruas e avenidas”, conta.
Alessandro explica que existe um problema com mão de obra para executar os serviços. Somente os funcionários da Prefeitura não dão conta e é preciso terceirizar. “Para o tapa-buracos são 3 comboios. Mas estamos realinhando os contratos de roçada e tapa-buracos para melhorar o serviço. Dentro dos recursos aprovados, que são justíssimos e não são suficientes para Serviços, nós precisamos de gestão. Estive ontem em visita ao bairro Maracanã para observar o trabalho de roçada. O mato estava comprometendo a segurança viária. Ali, o número de moradores é menor que de bairros urbanos, mas é uma área muito extensa e que também precisa do trabalho. O que quero dizer é que Atibaia tem 478 km quadrados de extensão. Imagina realizar o tapa-buracos e roçada em uma área tão grande. Às vezes a pessoa não vê o trabalho ali no bairro dela, mas é porque as equipes ainda não chegaram ali. Nunca foi tão amplo o serviço. Nós temos uma programação e pedimos paciência para a população. Temos que seguir uma sequência de trabalho, uma logística”, explica.
Segundo Roncoletta, a Zeladoria não parou e está programada para atender toda a cidade.
Combate às enchentes tem sido prioridade nas obras da atual gestão
Desde o início do mandato, as obras contra enchentes no município são planejadas para prevenir os alagamentos. Uma das maiores é a canalização do Córrego do Figueira, que está em andamento. Em entrevista ao jornal O Atibaiense, Alessandro Roncoletta conta que essa é uma preocupação do prefeito Daniel Martini.
“Vocês vão reparar agora que há uma movimentação do projeto Rios Vivos no Rio Atibaia. É uma iniciativa do Governo do Estado para limpeza de margem, preservação ambiental e desassoreamento dos rios. Já estão colocando as dragas, todas as licenças ambientais estão em ordem, é o Governo do Estado que providencia. Essa é uma parceria com Atibaia”, conta.
Roncoletta acrescenta que na represa da Usina deve começar o trabalho de dragagem por uma empresa com licença federal. Deve ocorrer inclusive contrapartida para o município. “Daniel se comprometeu a prevenir enchentes e está fazendo um trabalho que já vem dando resultados”, avalia o vice que ocupou a cadeira de prefeito entre 21 e 30 de janeiro.
Com relação às demais obras, Alessandro destaca que há um cronograma que é alinhado para que as entregas tenham qualidade. “Não adianta apressar a obra e receber sem qualidade para depois refazer. Eu tenho ido muito a obras e Daniel também faz isso, para saber se estão fazendo com qualidade. Está tudo dentro do cronograma”.
Com relação a entregas, duas creches serão inauguradas na próxima semana. Uma delas é a creche “Professora Camila Mazzoni de Barros”, no bairro São Roque e a outra é a creche “Diretora Leonice Maria da Silva”, no bairro do Rosário.
Prefeitura e SAAE estão com projetos prontos para três novos reservatórios de água em Atibaia
A crise hídrica que afeta a região e os reservatórios que abastecem a grande São Paulo tem sido acompanhada com atenção pelo Executivo municipal. Alessandro Roncoletta, vice-prefeito de Atibaia que assumiu por 10 dias a cadeira de prefeito, explica em entrevista ao jornal o Atibaiense que Prefeitura e SAAE estão com projetos prontos para três novos reservatórios.
“Para uma cidade do porte de Atibaia, temos poucos reservatórios. Mas serão construídos três novos: um no Alvinópolis, com capacidade para 4,5 milhões de litros de água; um no alto da Alameda Lucas, com mais 1,5 milhão de litros e um no Jardim dos Pinheiros, com cerca de 1 milhão de litros. Os projetos estão prontos e em breve começam as obras. No próximo ano devem estar prontos”, ressalta.
Outro problema sério é a captação e tratamento de água. A construção da nova ETA Central se arrasta há anos, não foi resolvida em gestões passadas e agora a atual gestão precisou retomar a obra, enfrentando problemas técnicos, inclusive estruturais.
“Estamos cobrando a empresa responsável para a resolução dos problemas. Pretendemos até setembro ou outubro fazer os testes, mas é delicado, temos que ter cuidado para não interromper o abastecimento. No primeiro trimestre de 2027 deve estar em operação a nova ETA”.



