A ambiciosa disposição de chegar aos 100 anos

Nesta semana, no meu perfil de Facebook, pedi licença aos amigos e contatos para comemorar o meu aniversário. São 66 primaveras. Estou na “flor da idade” (risos). Meu pedido a Deus é renascer a cada dia, comemorando as vitórias ao lado da família, dos amigos e daqueles que nos acompanham na vida profissional e comunitária.
Tirando a brincadeira, é possível hoje planejar a comemoração do centenário? Sim, porque meu neto Mikael, 14 anos, me fez este pedido com seriedade: “Vovô, você pode chegar aos 100?”. Respondi: “Bem, meu querido, prometo fazer tudo que é possível”. Faltando 34 primaveras para completar a centena, que passos devo tomar? Seguir exemplos é um bom conselho; estabelecer um trabalho com geriatra é outro.
Em matéria de bom conselho, a mídia publicou recentemente o caso de Lawrence Brooks, que chegou à marca dos 111 anos. Conhecido como o veterano da II Guerra Mundial mais idoso nos EUA, ele serviu no Pacífico, no 91º Batalhão de Engenharia do Exército, trabalhando como assistente de seus oficiais. Dos 16 milhões de veteranos americanos que lutaram na II Guerra, apenas 300 mil estão vivos. Lawrence credita sua longevidade ao estilo saudável de vida, à sua fé profunda e ao apoio das pessoas à sua terceira/quarta ou quinta idade.
Bem-humorado, meu professor de Yoga Fernando Chacon propôs como objetivo para mim chegar aos 108 anos. Por que 108? É o número de contas do japamala. Na cultura iogue, fazer o Maha Mantra (Hare Krishna) diariamente é um compromisso de fé, de transformação da consciência e de, eu diria com muita liberdade, preparação para a eternidade. Você faz exercícios físicos, com ênfase no fortalecimento pulmonar, segue uma alimentação vegetariana, procura dormir bem e relaxar, e estar bem com família, amigos e profissão.
Citei um americano como modelo a seguir e, agora, cito um brasileiro, sempre incensado quando se fala em longevidade. Oscar Niemeyer conservou-se ativo e participativo até os 105 anos. Além de arquiteto renomado, ele fez esculturas, mobiliários, gravuras, desenhos e ainda escreveu livros. Posso chegar lá? Sim, só não vou ultrapassar este querido jornal O Atibaiense, que em 2020 completou 119 anos.