A crise das redes sociais e dos governos autoritários

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“A crise das redes sociais”. Este é o título que a Freedom House deu ao seu recente trabalho sobre comunicação e política. A conclusão é de que os governos ao redor do mundo estão utilizando a mídia social para manipular eleições e monitorar cidadãos. Com isso, a tecnologia é levada ao descontrole do autoritarismo digital.
Anualmente, a instituição lança estudos sobre a liberdade na internet. A observação é de que líderes populistas e seus “exércitos” de seguidores buscam distorcer a atuação política em casa. A desinformação é a técnica mais usada no âmbito doméstico, como se verificou em 26 de 30 países investigados. “Muitos governos perceberam que, na mídia social, a propaganda funciona melhor do que a censura”, afirmou Mike Abramowitz, presidente da Freedom House. Assim, líderes autoritários estão explorando tanto a natureza humana quanto os algoritmos de computador para conquistar as urnas, em detrimento de eleições livres e corretas.
Mesmo no espectro democrata, governos estão acompanhando os cidadãos para identificar “ameaças” e, em alguns casos, silenciar as oposições. Esse uso da mídia social foi observado em pelo menos 40 de 65 países analisados. Agências de inteligência e espionagem de big-data estão em alta em boa parte do globo. Além disso, avanços de Inteligência Artificial estão criando um mercado crescente e sem regulamentação para a mídia social.
Promover a transparência e o compromisso com valores e virtudes é uma ferramenta importante para combater essa invasão. A deterioração da liberdade na internet foi observada em nações como Estados Unidos e Sudão, além de Brasil, Bangladesh e Zimbabwe. Melhoras foram observadas em 16 países, com a Etiópia apresentando os maiores ganhos. Assim caminha a humanidade.
O relatório total está no site https://freedomhouse.org.

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