O LIVRO EM MINHA VIDA

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Adoro ler. Principalmente texto literário. Seja um romance, um conto, uma crônica, uma poesia.Embora eu não tivesse consciência, quando menino, da importância da leitura,  o prazer de ler eu já sentia aos meus doze, treze anos, quando ia à Biblioteca Municipal de Atibaia emprestar livros já que não tinha grana para comprá-los. Naquela época a biblioteca localizava-sepróximo à Praça da Matriz, bem atrás da Igreja, naquela mesma rua onde alguns anos depois foi construído o Cine Itá. Então eu saía de minha casa, na Rua Treze de Maio, subia a Rua Dr. Olympio da Paixão, passava pela praça e lá estava na biblioteca. Como se vê, o trajeto de casa até a biblioteca era feito rapidamente em alguns minutos. Lá dentro da biblioteca eu então ficava escolhendo qual livro emprestar. Um livro de aventuras como a Ilha do Tesouro de Robert Louis Stevenson,ou um livro de Monteiro Lobato como As Caçadas de Pedrinho ou  Reinações de Narizinho e tantos outros de autoria desse grande escritor brasileiro?
Do hábito de ler sempre, hábito que nunca deixei de ter, decorreu a velocidade que eu adquiri ao ler. Já naquela época eu chegava a ler três livros por semana. Aliás, quando eu chegava à biblioteca, para fazer a troca de livro, abibliotecária recentemente falecida Violeta Fagundes, de que eu me lembro tão bem pois eu a achava bonita, ficava surpresa com a velocidade com a qual eu lia um livro
O primeiro livro de histórias que liintitulava-seContosMaravilhososdeAlhambra. Ganhei esse livro da professora Anecy dos Santos Gaspar, do quarto ano, quando concluí oquarto ano primário, no Grupo Escolar José Alvim, minha saudosa escola de Atibaia. Isso foi em 1955.Aliás,tenho esse livro até hoje. Contém histórias a respeito dos mouros, histórias essas que aconteceramna época em que eles habitavam a Espanha. Alhambrasignifica vermelho e é o nome de um maravilhoso palácio, e ao mesmo tempo fortaleza, construído pelos árabes em Granada, na Espanha.
Hoje, professor aposentado, sou revisor frila de textos e leio muito mais rápido ainda. Só que ao ler livros, quando executomeu trabalho, não sinto nenhum prazer, pois os livros que recebo para fazer revisão são técnicos. Livros de matemática, de direito e de contabilidade. São muito maçantes. Só os leio por uma questão profissional. Só para ganhar dinheiro mesmo.
Esses livros, no que se refere ao prazer da leitura, não se comparam à leitura que faço de grandes escritores que aprecio, do passado e do presente: um Machado de Assis, um Graciliano Ramos, um Luiz Fernando Veríssimo, um Manoel de Barros, um Drummond, Clarice Lispector, Alice Munro e tantos outros. Como gosto de curtir o prazer de ler!Tantos são os autores! Assim a leitura vai preenchendo o vazio que às vezes sintoem minha existência e me dá muita alegria de viver.

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