Ação de flanelinhas aumenta em Atibaia aos finais de semana

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Aos sábados e domingos, a presença dos flanelinhas é mais constante nos arredores da Praça da Matriz e do Mercado Municipal.

O Atibaiense – Da redação

No último sábado, no estacionamento na área de Zona Azul ao lado da Igreja da Matriz. Motoristas ainda pagando pelo serviço, com as funcionárias da Zona Azul trabalhando no local. Três flanelinhas já estavam posicionados na área para iniciar abordagem de motoristas. Domingo pela manhã, Praça do Mercado Municipal: por todos os lados flanelinhas gesticulando como se estivessem ajudando a estacionar e pedindo aos motoristas para olhar o carro.

A ação dos chamados flanelinhas é cada vez mais constante no Centro de Atibaia aos finais de semana. Aos sábados, eles nem esperam acabar a vigência da Zona Azul e disputam lugar com as vendedoras do estacionamento rotativo. Aos domingos, no entorno do Mercado Municipal e Praça do Mercado, eles é que dominam as ruas.

A reportagem do jornal O Atibaiense observou, nas últimas semanas, a ação desses flanelinhas. Nenhum deles fez ameaças a motoristas nos momentos em que estivemos observando. Também não exigem uma quantia em dinheiro específica, como ocorre em algumas regiões de São Paulo.

Eles se aproximam, pedem para olhar o carro e não costumam responder nada quando o motorista nega. Na hora que motorista vai buscar o veículo, também não há uma abordagem para que haja pagamento. Eles apenas aguardam próximo ao veículo.

A ameaça, na realidade, é velada. Muitos motoristas ficam receosos de responder um não, por exemplo. O que aconteceria com o veículo se a pessoa disser que não é para olhar? Não há registros de incidentes, de ameaças veladas, mas é possível se sentir coagido.

A presença de viaturas, seja da Polícia Militar ou da Guarda Civil Municipal, é rara nessas áreas e não é comum ver abordagens aos que estão pedindo dinheiro para olhar os carros de motoristas. Em uma área como a do Mercado Municipal aos domingos de manhã, com a feira, lojas abertas e o próprio Mercadão, deveria haver um policiamento mais constante, até pela alta concentração de pessoas.

Tem incomodado ainda os frequentadores da região de concentração dos flanelinhas o fato de serem ruas públicas, com demarcação de Zona Azul. Apesar do estacionamento rotativo não funcionar aos sábados após as 13h e aos domingos o dia todo, a área é demarcada pela Zona Azul. É quase uma obrigação de pagar para estacionar na rua.

Os motoristas também começam a ficar incomodados com o grande número de pedintes e vendedores nos semáforos. O número é cada vez maior. Na Praça Pio XII (semáforo para a Rua Albertina Mieli Pires), após algumas ações da Guarda Civil Municipal, os pedintes deixaram de frequentar o local (grande maioria mendigos).

Na Avenida Jerônimo de Camargo, na esquina com a Avenida São João, há uma disputa de espaço. Há pedintes, vendedores de balas e paçoquinhas e pessoas que se dizem representantes de entidades sociais. Aos finais de semana, é mais comum a presença dos tais representantes de entidades, todos dizendo que o trabalho social é de alguma instituição de outro município.

O semáforo da Avenida Alfredo André, no cruzamento com a Avenida Carvalho Pinto, também tem vendedores de balas. Já na mesma avenida, mas no cruzamento com a Avenida Brigadeiro José Vicente Faria Lima, dominam o espaço os artistas de rua, fazendo malabarismos.

Recentemente, no semáforo do cruzamento da Avenida da Saudade com a Rua Bartolomeu Peranovich, começaram a aprecer pessoas pedindo dinheiro aos motoristas.

Entende-se perfeitamente que são pessoas em situação de vulnerabilidade social. Muitos são moradores de rua ou pessoas passando por sérias dificuldades financeiras. O que assusta é que tem aumentado o número tanto de flanelinhas como de vendedores ou pedintes nos semáforos, exigindo que as autoridades entrem em ação, não para punir essas pessoas, mas para criar soluções para uma situação que está se agravando.

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