Ausência de saneamento básico implica diretamente na saúde e bem-estar da população

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Leptospirose, dengue, cólera e dermatite são algumas das doenças transmitidas pela ausência de tratamento de esgoto.

Quando o assunto é saúde, é muito comum sua associação com boa alimentação e atividade física regular. No entanto, embora esses dois fatores sejam fundamentais para o pleno funcionamento do corpo, há outro aspecto igualmente significativo que deve ser contabilizado nessa relação: o acesso aos serviços de saneamento básico. Saneamento básico é o conjunto dos serviços, infraestrutura e instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais. Assim, ao contrário do que muitos pensam, não se limita à disponibilidade de água tratada e coleta de lixo.
De acordo com dados do IBGE divulgados entre 2016 e 2017, 34,7% dos municípios brasileiros apresentaram casos de doenças relacionadas ao saneamento básico. Entre as mais comuns estão a cólera, dermatite, difteria, diarréia, gastrointerite, leptospirose,verminose, entre outras. A dengue, zika e febre chikungunyas também são associadas à proliferação do mosquito transmissor do vírus em água parada (Aedes aegypti).
A falta de coleta e tratamento de esgoto favorece a ocorrência de doenças pelo contato da pele com água contaminada de esgoto humano, fezes ou urina de animais. Um exemplo bem conhecido é a leptospirose, provocada principalmente pelo contato de água contaminada com urina de rato. Sua presença é mais comum em águas de enchente que, também, ampliam a quantidade de insetos vetores de outras doenças como dengue, febre amarela, malária e algum tipo de encefalite.
O saneamento básico é tão fundamental para a saúde e o pleno desenvolvimento humano que em 2016 foi declarado um Direito Humano pela ONU – Organização das Nações Unidas. Entendendo todos os benefícios do saneamento básico para a saúde e bem-estar da população, a Atibaia Saneamento defende a universalização dos serviços no município e trabalha para que até 2021 essa meta seja alcançada.
Investimentos em tecnologia, ampliação e modernização da sua estrutura já são realidade em Atibaia. Eduardo Caldeira, diretor da Atibaia Saneamento, lembra que, além de prevenir doenças, o investimento no setor também otimiza os gastos em saúde pública. “De acordo com dados do Instituto Trata Brasil, cada R$ 1 investido em saneamento, gera-se uma economia de R$ 4 e, ainda segundo a mesma instituição, 74,6 mil internações seriam evitadas se 100% da população tivesse à coleta de esgoto, ou seja, todos ganham; população, empregadores, poder público”, explica.

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