Quando as fake news afetam a saúde e a vida

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No início do mês de agosto, alguns veículos de comunicação brasileiros trouxeram a notícia de uma mãe que perdeu dois filhos para o sarampo após acreditar que vaciná-los faria mal à saúde. Sem a vacina, as crianças contraíram a doença e morreram.
O caso aconteceu nas Filipinas, país que vive um surto da doença, com mais de 35 mil pessoas infectadas e quase 500 mortes desde o começo do ano. A mãe perdeu os filhos porque acreditou nas chamadas “fake news”. Ao achar que estava preservando os filhos ao não vaciná-los, na realidade ela os colocou em risco, e as crianças acabaram morrendo.
O movimento antivacina vem crescendo no mundo todo e tem sido impulsionado pelas fake news. As informações falsas espalhadas por meio de WhatsApp, redes sociais e sites falsos de notícias levam boa parte da população a acreditar que estão sendo enganadas por conspirações entre políticos e a indústria farmacêutica e fazem com que acreditem exatamente nas mentiras.
Nas eleições do ano passado as fake news foram muito debatidas. Apesar de também serem graves na esfera política, as notícias mentirosas tornam-se ainda mais perigosas quando envolvem a saúde.
No Brasil, doenças antes consideradas erradicadas agora estão voltando. O sarampo é uma delas. O Governo do Estado de São Paulo realizou forte campanha de vacinação contra o sarampo nas últimas semanas. A campanha termina no próximo dia 16. Até 31 de julho, o Estado de São Paulo tinha 632 casos de sarampo reportados. Em Atibaia, um caso foi confirmado no início de agosto, em um adulto. O paciente passa bem.
A boa notícia é que existe vacina contra o sarampo, mas a pergunta que fica no ar e que ninguém ainda soube responder é: como combater as fake news? Para esse mal, ainda não há vacina disponível.

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