Sem manutenção viária, Atibaia caiu literalmente nos buracos

Compartilhe!

Prefeituras que investiram em planos de gestão da malha viária, têm condições de avaliar o estado de conservação do asfalto.

Depois das chuvas de janeiro e fevereiro, Atibaia caiu literalmente nos buracos, que estão por toda a parte – do centro aos bairros. As principais vias de distribuição do trânsito foram tomadas por esses pontos, cuja profundidade varia e que vão da simples fissura à mais completa cratera. Como sempre, os motoristas reclamam. A Prefeitura, por alegados problemas com licitação, teve o serviço terceirizado interrompido.

Antes, a administração cuidava, com recursos humanos e materiais próprios, da manutenção viária. Com a terceirização, passou a depender de empresas, que nem sempre cumprem os contratos à risca ou até o seu fim. Resultado: havendo quebra na prestação do serviço, não resta, aparentemente, um plano B.

ESTADO DE CONSERVAÇÃO

Prefeituras que investiram em planos de gestão da malha viária, têm condições de avaliar o estado de conservação do asfalto, de modo a planejar melhor os investimentos nesse setor. Com base nessas informações, a administração municipal saberia onde é preciso intervir urgentemente e onde ainda é possível aplicar métodos preventivos, como a vedação de fissuras.

Segundo estudos internacionais, para cada dólar que se deixa de investir em conservação, é necessário desembolsar até 3 em recapeamento e operação tapa- buraco”, afirmou, em entrevista à revista Veja, especialista na matéria. Outra fonte apontou que, com investimento de 30 milhões de reais. é possível monitorar 10 mil quilômetros de vias por ano.

RECEITANDO TECNOLOGIAS

Quando se fala em buraco, sempre aparece alguém para receitar tecnologias modernas de pavimentação, que trabalhem com materiais modernos como asfalto acrescido de borracha e polímeros, que conferem mais durabilidade ao piso e são utilizados no exterior há pelo menos uma década. Há a informação de que, se os caminhões utilizam caçamba térmica, essa vantagem mantém o asfalto quente, condição essencial para garantir a qualidade dos remendos.

Rachaduras, afundamentos e remendos malfeitos são comuns. Em Atibaia, há bastante reclamação quando as obras de saneamento permitem cortes e remoção de grandes trechos de pavimentação. O aparecimento de buracos é sinal de que a vida útil do asfalto se esgotou.

PRESENÇA DE VEÍCULOS PESADOS

A circulação de veículos pesados é outro fator para o desaparecimento do asfalto em pouco tempo. Especialistas explicam que, quando um caminhão está 20% mais pesado que o máximo permitido, a via se desgasta de 25% a 50% mais rápido do que o previsto. Ou seja, se ela foi projetada para durar dez anos, terá vida útil de cinco a sete anos e meio. Como não há controle de excesso de carga dentro do perímetro urbano, não se sabe exatamente quantos caminhões cruzam diariamente a cidade nessas condições.

De acordo com o Instituto Mauá de Tecnologia, se houvesse um calendário confiável de recapeamentos, boa parte dessas intervenções poderia ser feita de forma planejada. Para evitar o efeito colcha de retalhos, a prefeitura deveria informar com antecedência as concessionárias sobre quando vai recapear determinada rua. Assim elas poderiam se organizar para promover instalações nessas vias antes de o rolo compressor passar.

Programa de recapeamento poderia evitar desgastes maiores do piso em muitas vias, representando economia para os cofres públicos, na medida em que reduziria as repetições do serviço.

O Atibaiense – Da redação

Deixe uma resposta