Ameaças são registradas em escolas da região após o massacre de Suzano

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Após o massacre de Suzano, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que os procedimentos de segurança em todas as 5,3 mil escolas serão revisados.

Pelo menos duas ameaças foram registradas em escolas de Bragança Paulista durante a semana, após o massacre de Suzano. O massacre na escola Estadual Raul Brasil aconteceu na quarta-feira passada, 13 de março, e chocou o país todo. Enquanto o mundo tenta entender os motivos que levaram dois jovens a cometer o bárbaro crime e o que a sociedade pode fazer para evitar novos casos, alguns jovens parecem se espelhar na ação deles, indicando que gostariam de imitá-los.

Esta inclusive é uma preocupação no ambiente escolar em todo o país. E a pergunta que a sociedade faz é: o que podemos fazer para evitar outras tragédias como essa? O espetáculo da tragédia contamina parte da juventude, o que preocupa os especialistas e as autoridades.

NA CIDADE VIZINHA

Segundo o jornal Bragança em Pauta, na cidade vizinha professora de uma escola estadual, ao entrar na sala de aula no dia seguinte à tragédia, percebeu que alunos estavam vendo o vídeo do massacre. Ela então proibiu que os alunos vissem o vídeo ali. Um dos alunos, respondeu então que iria continuar assistindo o vídeo, sim. Em seguida, ainda ameaçou que faria o mesmo que ocorreu em Suzano e que a professora seria a primeira vítima.

A direção da escola foi avisada sobre o assunto e boletim de ocorrência foi registrado. Por se tratar de menor de idade, o Conselho Tutelar também foi avisado. O caso está sendo acompanhado. Além dessa ameaça, jovem de 17 anos, de outra escola estadual de Bragança Paulista, publicou no Whatsapp foto com uma máscara, dizendo que os colegas seriam os próximos e que um dia faria um massacre.  O jovem, também por Whatsapp, demonstrou indiferença quanto às vítimas de Suzano.

ALUNOS COM MEDO

Alunos da escola procuraram a diretoria, com medo.  Conforme o apurado pelo Bragança Em Pauta, o jovem chegou a ser ouvido e disse que estava sendo sarcástico. O Conselho Tutelar já está acompanhando o caso. Os casos das duas ameaças na cidade vizinha já estão sendo acompanhados pela Diretoria Regional de Ensino e também por autoridades policiais.

Casos semelhantes aconteceram também em outros locais, país a fora. No Rio de Janeiro, por exemplo, um homem invadiu uma escola na Baixada Fluminense. Ele ameaçou alunos com uma marreta nas mãos.  Em Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia, um jovem de 18 anos, foi detido, após fazer ameaças de ataque uma escola. Ele fez as ameaças também pela internet.

PROCEDIMENTOS REVISADOS

Após o massacre de Suzano, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que os procedimentos de segurança em todas as 5,3 mil escolas serão revisados. Já está inclusive em estudo projeto para reforço à segurança nas escolas mais vulneráveis. Outros estados, como o Paraná, por exemplo, também anunciaram que  reforçarão medidas de segurança nas escolas.

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